Google agora permite que você gerencie sua conta pós-morte

Fonte: http://www.pavablog.com by João Marcos

Por enquanto a ferramenta funciona apenas para os produtos do Google como Blogger, Drive, Gmail, Google+ e Picasa.

gerenciadordecontasinativas

 

Publicado originalmente no youPIX

O Google acaba de lançar mais uma de suas ferramentas inovadoras, o “Gerenciador de Contas Inativas”. Ela permite que suas contas inativas sejam excluídas a partir de um tempo determinado por você, que pode escolher entre três a doze meses.

Entretanto, mais do que administrar contas que você desencana de usar, o dispositivo funciona como um gerenciador pós-morte. Ele não só encerra a conta como também dá a opção de adicionar até 10 pessoas “confiança” para serem notificadas que a conta está inativa e que elas, inclusive, podem receber seus dados.

Resumindo, se você tem lá o seu perfil no Google + e ‘ploft’, morrer, a sua conta vai ser encerrada assim que um período de tempo, definido por você, expirar. Mas calma. Um mês antes da data prevista, ele te manda uma mensagem via e-mail e SMS, para se certificar de que você ou 1) passou dessa pra melhor ou 2) apenas decidiu dar um tempo do mundo conectado.

Por enquanto a ferramenta funciona apenas para os produtos do Google como Blogger, Drive, Gmail, Google+ e Picasa. Mas fica aí uma inspiração para todas as plataformas fazerem o mesmo. Pelo menos temos a opção de não querer uma conta fantasma vagando por aí.

A explicação está em português e fica fácil fazer logo suas escolhas.

As novidades do Marketing Digital 2012

As novidades do Marketing Digital 2012 As novidades do Marketing Digital 2012O marketing gital exerce um papel determinante no sucesso de uma empresa na internet. É impossível ter sucesso no comércio eletrônico se sua empresa não é conhecida, não é lembrada e se ninguém nunca ouviu falar da sua marca.

O ano de 2012 chegou e já promete grandes resultados ao comércio eletrônico brasileiro, principalmente, no que se refere ao marketing exercido na web. Em termos de divulgação e exposição da empresa, o avanço tecnológico proporciona mudanças que devem acirrar ainda mais a busca por destaque no mercado virtual.

Neste sentido, as novas características adotadas para o marketing digital neste ano devem estar evidenciadas na estratégia de divulgação das lojas virtuais, para que as mesmas conquistem seu espaço na web.

Sofisticação do SEO

Estima-se que a otimização para sites de busca (Search Engine Optimization) fique mais sofisticada em 2012. Isso porque a difusão muito rápida de informações torna o Google mais exigente para dados relevantes e atuais. Por isso, como a concorrência pela primeira página está aumentando, além das técnicas corretas de otimização é preciso trabalhar com informações atuais e relevantes em sua loja virtual;

Conteúdo relevante nas mídias sociais (Social Media Optimization)

A mídia online deixa de ser simplesmente uma reunião de clientes que buscam receber ofertas, e se torna um canal de informações relevantes sobre temas relacionados ao segmento para atrair o consumidor não apenas com promoções, mas também com informações, principalmente, porque o público está mais exigente e deseja integração;

Links patrocinados ficam mais caros

Um dos motivos pelos quais o SEO estará mais acirrado é porque o custo da divulgação via links patrocinados se tornam mais caras. A procura pela compra de palavras-chave aumenta e a grande demanda eleva o valor das mesmas. Para driblar a situação é preciso saber investir, comparar palavras e sinônimos conforme o segmento da loja;

Vídeos para divulgação

Entre as novidades para o marketing digital 2012 destaca-se o aumento no uso de vídeos como forma de divulgação. Pesquisas indicam que, em média, 900 mil horas de imagens são postadas no You Tube por mês e, além disso, especialistas dizem que até 2015, 90% do conteúdo na internet estará em vídeo. Nesse sentido, que tal começar a desenvolver marketing através de vídeos institucionais, depoimentos e entrevistas com clientes, apresentação e formas de uso de um produto?

O sucesso na web é uma questão de adaptação. Em se tratando de e-commerce, quem sabe se adaptar e ser flexível sai na frente, pois o avanço tecnológico traz mudanças muito rápidas no cenário virtual. Há algum tempo, a divulgação era feita boca a boca, pela TV ou pelo rádio. Hoje, além de ser feita via web, a propagação de informações deve ser adequada ao segmento, ao público e às inovações do mercado.

Marketing de conteúdo – E-book colaborativo grátis

Fonte: Marketing Digital 2.0

Foi lançado o E-book colaborativo Marketing de Conteúdo.

Esta é uma obra 100% colaborativa, que é uma realidade existente na Internet nos dias de hoje. A partilha e colaboração são fundamentais no desenvolvimento da web 2.0.

Esta iniciativa partiu do blog Marketing Digital 2.0 onde foram convidados alguns autores de blogs ligados ao marketing digital.

Este E-book de leitura rápida mas com conteúdos muito importantes no que diz respeito ao marketing de conteúdo e numa presença de qualidade em projectos na web. Em blogs e também em websites cada vez mais os conteúdos são o que mais atraem os visitantes e que os fazem voltar, portanto a estratégia de utilização de marketing de conteúdo no marketing digital já é uma obrigação no plano de ações.

Os autores deste E-book colaborativoMarketing de Conteúdo foram:

Foi com enorme gosto que eu, Miguel Brandão participei neste E-book colaborativoMarketing de Conteúdo onde escrevi o capítulo “Como otimizar seus artigos para o Google” a partir da página 20. Este E-book é totalmente grátis e podem partilhar com os seus amigos.

Queria também destacar uma frase presente no E-book que representa e bem a realidade actual do marketing de conteúdo;

“O marketing tradicional fala em pessoas. O marketing de conteúdo fala com as pessoas – Doug Kessler”

Este E-book está dividido em 4 temas:

  1. Faça um texto como se você fosse o leitor – por Cris Leitão Guerra
  2. Dez segundos para captar sua atenção – por Maristela Moura
  3. Como otimizar seus artigos para o Google -  por Miguel Brandão

Tipos essenciais de conteúdo – Por Bruno de Souza

Para fazer o download acesse: http://www.crisleitaoguerra.com/e-book-marketing-de-conteudo/

Boa Leitura!

Novo BÔNUS R2 Creative! Você vai perder esta chance?

A R2 Creative, sempre preocupada em oferecer melhores alternativas e promoções para seus clientes e fornecedores, lançou a partir de 01/09/2012, o bônus que permitirá a transformação para o fomato em Vídeo das Apresentações em Power Point  Criadas e Desenvolvidas por ela, a partir desta data, sendo o trabalho entregue nas 2 versões sem custo adicional.

Esta promoção vem acrescentar uma série de vantagens e diferenciais que oferecemos aos nossos clientes e permitirá maiores facilidades na comunicação e divulgação de seus negócios, projetos, ideias, trabalhos acadêmicos, etc.

Pensamos em oferecer este bônus devido ao crescimento das possibilidades na internet e outros meios de comunicação, estando o formato em vídeo mais preparado para estas e outras possibilidades de divulgação.

Esta é mais uma novidade R2 Creative!  Desejamos a todos ótimos negócios!

Vejam também detalhes de outra vantagem que oferecemos aos nossos clientes: BÔNUS R2

Visite nossa página www.r2creative.com.br e peça um orçamento sem compromissos.

Apresentações Acadêmicas: como melhorar seus resultados

 

A R2 Creative, sempre preocupada em atender todos os públicos, pensou, planejou e chegou a idealizar uma forma de atender um dos maiores consumidores de Apresentações. Trata-se da comunidade acadêmica, que envolve milhões de pessoas cursando universidades, faculdades e cursos de especialização e que conduz à necessidade de apresentar-se de uma maneira eficiente e eficaz para o pronto atendimento dos trabalhos solicitados pelos professores e também poder ordenar de maneira criativa suas pesquisas e estudos sobre os temas escolhidos.

Para o atendimento deste público, a R2 Creative criou um formato capaz de aliar criatividade, qualidade e preço extremamente competitivo, que torna este produto atraente para professores e alunos, proporcionando o destaque necessário e excelentes resultados.

Veja a seguir alguns templates criados recentemente para um aluno universitário:

Entre em contato e peça um orçamento sem compromissos!

Visitem nossa página www.r2creative.com.br

Infográfico: qual é o retrato do uso das redes sociais nas empresas brasileiras?

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Fonte: http://midiaria.wordpress.com  (Publicado por )

Recente pesquisa apresentada pela Gentis Panel que entrevistou 1.709 pessoas, de presidentes a estagiários em empresas brasileiras, chegou nos seguintes resultados, destacados no infográfico a seguir:

 

Analisando os pontos de destaque do infográfico e da pesquisa

- 77% dos entrevistados usam Facebook (dentro e/ou fora do trabalho);
- 50% dos respondentes têm o LinkedIn como a segunda rede mais acessada. Vale lembrar que as entrevistas foram feitas com um público corporativo;
- 55% dos entrevistados são a favor do uso de redes sociais em ambiente corporativo.

  • Motivos dos indivíduos serem A FAVOR do uso de redes sociais em ambientes corporativos:

- 80% - Colabora com networking entre profissionais e com a geração de novos negócios para a empresa;
- 60% - Facilita a comunicação e a socialização entre funcionários;
- 44% - Permite estar por dentro do que é falado sobre a empresa na web;
- 43% - Ajuda a aliviar o stress do dia a dia por manter as pessoas conectadas com amigos e familiares.

  • Motivos dos indivíduos serem CONTRA o uso de redes sociais em ambientes corporativos:

- 95% - As pessoas não conseguem separar o uso pessoal do uso corporativo. Perde-se muito tempo de trabalho com assuntos pessoais;
- 31% - Facilita o vazamento de informações confidenciais para pessoas indevidas;
- 31% - Aumenta o risco de exposição indevida da marca por meio de pronunciamentos indevidos de funcionários que não estão autorizados a falar em nome da empresa;
- 31% - Fonte de informação desnecessária e irrelevante para o trabalho;
- 26% - Fazem uma exposição pessoal inadequada ao ambiente de trabalho;
- 12% - Afasta as pessoas de um contato pessoal real mais produtivo e social (olho no olho).

Qual a sua opinião referente ao uso das redes sociais no trabalho?

O design é influenciador nos processos de escolha das marcas

Fonte: http://mundodomarketing.com.br

Postado por Ricardo Leite – 05/07/2012

Você já fez uma reflexão sobre o seu processo de escolha de algo? Pense agora nos produtos que despertaram a sua atenção nos últimos tempos. Em seguida, pense naqueles que conquistaram o seu desejo de tê-los. No âmbito dos serviços, pense sobre os seus hábitos e o porquê dessas preferências. Em qual supermercado você faz compras ou qual posto gosta de abastecer seu carro?

Sabemos que as escolhas que fazemos são moldadas por diversos motivos. Esse processo está relacionado a vários fatores: o senso de urgência – a famosa pressa – pode nos fazer optar pelo que está mais próximo, a falta de dinheiro nos conduz ao que tem o melhor preço e assim por diante.

Agora tente fazer uma escolha “pura” – se é que isto existe. Posso imaginar que você orienta-se pelas marcas que conhece e respeita, certo? Portanto, marcas existem pelo que elas representam e são um atalho mental para uma série de associações. Marcas existem em nossas mentes. Pense agora no símbolo da Nike… Ele é imediatamente reconhecido, não é? Assim como o logo da Coca Cola, da Oi, da GloboNews ou de qualquer outra marca forte. É muito mais rápido reconhecer a marca vendo o seu logo do que vendo uma palavra escrita. O logo, portanto, é o atalho do atalho mental.

Mas o que acontece se não conheço uma marca e, por consequência, não associo nada àquele logo estampado sobre o produto diante dos meus olhos? Nesse momento, o design dos produtos em si ou de suas embalagens serão o maior fator influenciador de minhas escolhas. Para ilustrar o que disse, imagine-se numa gôndola de mercado diante de vários azeites extravirgens, todos de marcas desconhecidas.

A forma dos frascos e seus rótulos serão responsáveis pela percepção de qualidade e serão efetivos para a sua decisão de compra. Se não conhecemos marcas, se preço não é um problema e não posso experimentar o produto, o que me resta além do design para escolher? Radicalizando, mentalize a hipótese de um azeite ter uma embalagem belíssima e a do outro fabricante ser feia. Bem, o produto mal-acabado me deixa crer que se aquele fabricante não respeita o seu próprio produto, também não me dá a importância que eu mereço. Certamente será escolhido o que se apresentou com design superior.

Quando alguma marca faz um pequeno investimento em design, seja no aprimoramento dos aspectos formais de seus produtos, seja na otimização do sistema de atendimento dos serviços ou no planejamento de uma experiência diferenciada no ponto de venda, o resultado comercial aparece, pois o mundo está de tal forma abarrotado de mesmices que um pequeno movimento virtuoso faz uma grande diferença. Quando empresas adotam o design como parte de suas estratégias, o resultado é inquestionavelmente percebido pelo consumidor, e o resultado positivo é nítido e vantajoso.

Procure lembrar-se de quais foram as vezes que recentemente você teve uma sensação de encantamento ao deparar-se com um produto. Reflita como essa magia está largamente associada às soluções de design que ativam o processo de satisfação consciente e inconsciente, relacionando aparência e valor.

O design posiciona rapidamente marcas, produtos e serviços, deixando-nos saber se eles nos interessam. Uma cadeira de escritório, por exemplo, possui o significado de trabalho. Experimente colocá-la num bar, por exemplo, e verá com ficará dissonante – ou talvez deixe o ambiente estranhamente criativo. Uma capa de revista com muitas cores, títulos grandes e uso de splashs associa rapidamente a publicação como popular, enquanto outra com uma foto em preto e branco e poucos títulos colocados de modo mais discreto dá um ar mais sofisticado à publicação.

O que permite a leitura desses significados associativos é o design apresentado. Suponha, por fim, que depois de grandes investimentos financeiros em pesquisa e produção de um produto, ele seja lançado sem um bom design, com solução equivocada e pouco adequada para estabelecer o relacionamento simbólico apropriado com seus consumidores. Pode ser fatal…

Além dos aspectos formais, os próprios materiais usados para a confecção dos produtos também traduzem significados diferentes e influenciarão, de modo efetivo, nossas escolhas. Utilizar madeira numa loja pode deixá-la mais aconchegante. Se for madeira rústica, trará um espírito artesanal e humano para o ambiente. Já metais e vidros podem fazer um belo contraste compondo associações à tecnologia. O uso de determinada tipografia num folder, cartaz ou capa de livro induzirá a compreensão de um dado estilo de mensagem antes mesmo de o público ter lido qualquer palavra.

O mesmo se aplica a cores, relações espaciais de tamanhos, proporções ou aspectos sensoriais. A percepção que se tem de algo é decorrente de bem mais do que a coisa é em si. Nossas avaliações são decorrentes de aspectos cognitivos, muitas vezes inconscientes, e extrapolam o que racionalizamos a partir do que temos diante de nós.

Assim como no design de ambientes físicos os designers projetam pensando nos fluxos possíveis dos clientes, quando interagimos com ambientes digitais, a navegação intuitiva e rápida é razão de muitos estudos. Novamente o design de interfaces inclui as questões semânticas de cores, formas, posicionamento etc. Interfaces bem resolvidas estimulam a permanência, orientam a leitura e promovem percepção de valor. Da mesma forma que não escolhemos produtos de design mal-acabado, não navegamos em sites, portais ou blogs poluídos e confusos.

Experimente tirar os produtos de suas embalagens e veja se ainda consegue identificá-los. Pegue produtos similares de marcas diferentes e retire-os de suas embalagens. Coloque Coca-Cola e Pepsi em dois copos e misteriosamente esses produtos icônicos perdem a maior parte da sua magia. Pães de forma ou pós de café ficam idênticos, não é mesmo? Ou duas marcas de sabão em pó…  Sem a ajuda do design, tornam-se apenas… os próprios produtos. E ficará impossível identificá-los para escolher e comprar!

Se você esconder a maçã de um iPhone ou iPad, ainda assim, reconhecerá aqueles aparelhos como sendo da Apple. Pegue a maioria dos celulares ou tablets e faça o mesmo e veja como é difícil reconhecer as marcas de seus fabricantes. Isso acontece porque os produtos da Apple possuem excelência em design e, por isso, são muito valorizados pelas pessoas, despertando o desejo de tê-los. Ao apresentarem personalidade exclusiva, transferem essa virtude para os seus clientes.

Alguém já disse que o design é a inteligência da marca deixada visível. Eu acrescentaria que também é a experiência da marca tangibilizada. Entre dois produtos iguais, com design bom ou ruim, escolheremos o que possuir a melhor solução. E como preço tende a deixar de ser um grande diferencial, o design estará cada vez mais isolado como última fronteira dos processos de escolhas.

Memes: o que são esses virais que estão transformando a forma como nos comunicamos

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Fonte: http://www.administradores.com.br   Por: Por Eber Freitas, Revista Administradores

Desenhos toscos, piadas criativas e vídeos virais podem parecer apenas uma forma de distração, mas também representam o surgimento de novas linguagens e formas de comunicação em um mundo onde as fronteiras e tabus são motivo de riso.

Na escola você inventou um método de trapacear na prova colocando as respostas em uma pasta transparente ou no caniço da caneta e achou que era um gênio por isso? Chegou a achar que foi o único no mundo que queria ser algo mais do que um melhor amigo para uma certa pessoa? Ou ainda se sente deslocado por achar mulheres (ou homens) comuns mais atraentes do que modelos?

Bem, se você ainda não sabe, essas situações são frequentes no mundo todo e compartilhadas diariamente, enquanto um usuário aleatório no Facebook observa e comenta: “caramba, pensei que isso só acontecia comigo”. E rapidamente aquele relato construído através de desenhos inusitados, músicas remixadas ou vídeos vai alcançando cada vez mais usuários até atingir extremos inimagináveis.

Os memes – nome dado a essas, digamos, unidades – é um conceito um pouco mais antigo e filosófico do que parece. Em 1976, o biólogo evolucionista britânico Richard Dawkins publicou o livro O gene egoísta, no qual propõe um elemento ligado ao conceito de cultura, relativo à transmissão de memória e conhecimento: o meme – adaptação do grego mimeme (imitação) e aproximação do francês même (mesmo) – é um replicador da cultura humana. Assim como os genes na reprodução sexuada, o seu propósito é a proliferação. A metáfora é válida para os hits diários que povoam a web, os slogans que caem no gosto dos cidadãos digitais, e até para certos versos musicais indesejados. Sendo assim, as nossas mentes se transformam nos instrumentos de sobrevivência e replicação dos memes.

 Imagem: reprodução/ revista Administradores

 

Desafio aceito

Pierre Lévy, o filósofo da cibercultura, defende a existência de quatro espaços: a Terra, o Território, a Mercadoria e o Saber. Os processos “mêmicos” se dão, evidentemente, no espaço do Saber, não-territorial e tão etéreo ao ponto de quase inexistir. É por aqui que os inteligentes coletivos – chamemos de internautas – configuram-se e reconfiguram, criando novas linguagens, artes, formas e dispositivos comunicacionais, potencializados pela ubiquidade da web.

Quer uma boa desculpa para dar ao seu chefe ou professor quando for flagrado vendo bobagens no computador? Lá vai uma do próprio Pierre Lévy: “Cada vez que um ser humano organiza ou reorganiza sua relação consigo mesmo, com seus semelhantes, com as coisas, com os signos, com o cosmo, ele se envolve em uma atividade de conhecimento e de aprendizado”. Depois é só acrescentar uma cara de troll (tabela 1) no final.

No contexto da World Wide Web e sua cultura múltipla, sem fronteiras e sem forma, um bebê fazendo pose de quem obteve sucesso em uma empreitada (tabela 2) é o background de histórias comuns que acontecem com várias pessoas em várias partes do mundo. E a mesma imagem é utilizada em diferentes relatos, de forma completamente ametódica, porém engraçada e interessante em sua simplicidade, de forma que a replicação é intensa – em alguns casos duradoura, até passar a moda.

Não é preciso ser um internauta viciado para lembrar da – perdoem a terminologia – cantora mirim Rebecca Black e sua ode à sexta-feira; toda prévia de fim de semana tinha que ter a Friday nos trending topics das redes sociais, até que os usuários cansaram disso. Pessoas solitárias se transformam no forever alone (3), quem executa uma tarefa com perícia ganha o like a boss (4) e um dinossauro coçando o queixo (5) é quem faz os questionamentos sobre a vida, a morte e outros assuntos dos quais se ocupa a filosofia (ou não). Dessa forma, avacalhando com a cátedra, profanando o sacro, é que as coisas se tornam tão somente engraçadas. Até temas sérios como a pedofilia ganharam versões em memes.

De onde vêm?

Sabia que o primeiro emoticon de que se tem registro foi criado em 1982 por Scott E. Fahlman, pouco tempo após a publicação de Burning chrome – conto ciberpunk de William Gibson onde é cunhado o termo “cibercultura”? No começo da história dos memes ainda era fácil determinar a autoria e a verdadeira origem das ideias antes de elas se propagarem desordenadamente.

Hoje é quase impossível: é como encontrar dinheiro no chão da sala de aula e perguntar de quem é. A coisa toda só funciona assim, ninguém registra direitos de cópia após “inventar” um meme, por isso, muitas vezes é impraticável rastrear a sua origem e até o seu criador – embora alguns traços denunciem sua origem ou, pelo menos, sua inspiração. Barack Obama, Yao Ming, Jackie Chan e até o astrofísico Neil deGrasse Tyson esboçaram reações que se transformaram em memes famosos.

A proliferação dos memes acontece principalmente em sites como o 4chan, Reddit e 9gag, além de blogs hospedados no Tumblr. Boa parte deles saiu desses redutos obscuros da web, que detêm uma quantidade de acessos surpreendentemente alta e geralmente aceitam contribuições livres de qualquer usuário gratuitamente, submetendo a qualidade dos memes às votações dos outros usuários.

Esse processo de construção de novas estruturas de linguagem com a participação de usuários proativos demonstra que a internet é bem mais do que o caos informacional apregoado por muitos acadêmicos de alta estirpe. Na verdade esse advento foi uma alternativa mais do que válida e aprovada pela sociedade aos modelos tradicionais e desgastados de acesso à informação, como a televisão, o rádio, as bibliotecas e jornais, tanto é que os próprios estão sendo obrigados a se reinventar em um ritmo de urgência para evitar a própria obsolescência. Além disso, ao ignorar o “politicamente correto” das plataformas tradicionais, as pessoas articuladas pela web recuperaram uma capacidade que começava a se tornar rara: a de rir.

Memes de sucesso

(1) Trollface: foi criada por Carlos Ramirez (Whynne), um usuário do DeviantArt (site onde artistas de todo o mundo divulgam seus trabalhos) em 2008 e se tornou popular no 4chan. A expressão irônica com o sorriso largo, olhos estreitos e traços grosseiros indica a satisfação ante a irritação de outra pessoa.
 
 
   (2) Success kid: Sammy tinha apenas 11 meses quando foi tirada essa foto na praia, em 2007. A boca e a mão cerradas, salpicadas de areia, lembram uma expressão de vitória, o que foi suficiente para que a imagem se espalhasse pela rede com diversas histórias descritas apenas pela hilária expressão. Hoje Sammy tem 4 anos… será que ele vai fazer essa mesma cara quando tiver idade para saber que uma foto sua percorreu a internet?
 
 
  (3) Forever alone: quem nunca se sentiu só nessa vida, às vezes por períodos tão prolongados que a sensação é de uma eternidade de solidão? Sua origem é desconhecida, mas a postagem mais antiga com o forever alone data de abril de 2010, no 4chan. Às vezes a nomenclatura é alterada para se adaptar melhor à situação (forever a kraken, ou forever a scone).
 
 
   (4) Like a boss: às vezes conseguimos fazer uma coisa tão bem feita que nos enchemos de orgulho por um momento. Por vezes essa emoção é descrita por uma rage comic – de nome indecoroso -, outras por fotografias de situações características, como beijar a namorada durante uma manobra na motocicleta.
   (5) Philosoraptor: era para ser apenas a estampa de uma camiseta, mas a imagem do velociraptor em pose de questionamento caiu nas graças dos usuários do 4chan. Foi desenhado em 2008 pela loja online Lonely Dinosaur e rapidamente se espalhou pela web junto a questionamentos metafísicos e filosóficos essenciais acerca da existência, tais como: “se uma pessoa com múltiplas personalidades ameaça se suicidar, essa é considerada uma situação de sequestro?”

Sugestões de leitura

Pierre Lévy:
A inteligência coletiva – por uma antropologia do ciberespaço

Richard Dawkins:
O gene egoísta

3 ideias para provocar quem trabalha com comunicação

 

Fonte: http://midiaria.wordpress.com

Publicado por

As mídias sociais, com todas as oportunidades que elas oferecem para conectar pessoas, continua a transformar as relações entre empresas e seus públicos. Nesse sentido, o profissional de comunicação e/ou marketing é uma figura muito importante no universo B2B.

Quem atende mais de uma empresa, seja fazendo sua comunicação ou seu plano de marketing, pode ser o facilitador de novas parcerias e negócios. Como? Compartilharei a seguir três ideias que podem ajudar seus clientes a crescer… e você também!

Encontre oportunidades para seus clientes
Quem monitora os perfis de uma determina empresa ou marca nas redes sociais deve sempre ter o negócio do cliente em mente. Não somente para saber comunicar sua mensagem, mas também para identificar comportamentos de consumo dos clientes finais e possíveis oportunidades de novos negócios. Para encontrar tendências, recomendo o uso do Alertas do Google e do Social Mention, este último mais restrito por conter apenas termos em Inglês. Com eles, é possível receber notificações dos tópicos que são relevantes para o seu universo e, quem sabe, encontrar parceiros para uma nova solução de produto ou serviço.

Conecte clientes, mesmo que de setores diferentes
Há uma grande diferença entre ser abordado por um fornecedor desconhecido e receber a recomendação de uma pessoa da sua confiança. Imagine a situação: você trabalha a comunicação de um serviço de buffet e o marketing de um centro de treinamentos. Que tal aproximar essas duas empresas para que o buffet passe a oferecer o coffee break nos intervalos dos cursos oferecidos pelo centro? Ganham os novos parceiros, ganha você por fazer essa “ponte”.

Promova seus clientes além do planejamento estratégico
Além das planilhas com toda a tática de marketing e o cronograma de ações desenhado para seu cliente, um plus é tornar-se embaixador da marca para a qual você trabalha. Recomendar à sua rede de contatos os lançamentos, promoções e eventos dos seus clientes faz a diferença para eles e, possivelmente, para seus amigos.

Meu ponto

Trata-se de uma questão de reciprocidade! Uma postura mais proativa do profissional de comunicação e marketing traz benefícios para quem ele atende e, certamente, mais relevância e respeito para seu trabalho.